Editora Stilo

Aliados da Qualidade na Nutrição Animal

As soluções e os serviços que contribuem para a excelência dos alimentos.

Por: Lia Freire

O termo controle de qualidade evoluiu ao longo dos últimos anos e ganhou status de segurança alimentar. Anderson Lima, Gerente de Vendas da Alltech, afirma que a explicação para esse movimento reside no fato de que cada vez mais tem aumentado a preocupação de empresas e consumidores a respeito da qualidade e segurança do produto oferecido como alimento aos animais.

O Zootecnista, Doutor em Zootecnia e Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Eurotec Nutrition, Alexandre Mossate Gabbi, acrescenta que pelo fato de o Brasil estar inserido no comércio internacional e ser um player importante na questão de produtos agropecuários, isso fez com que os produtores de ingredientes e nutrientes para a nutrição animal adotassem medidas de controle de qualidade na fabricação e comercialização dos produtos. As certificadoras e os mecanismos de controle de qualidade estão cada vez mais criteriosos nas avaliações de empresas do ramo da nutrição animal e isso é importante para elevar a qualidade do produto oferecido, tanto no mercado nacional quanto no internacional”.

Na análise da Zootecnista e Gerente de Serviços Técnicos da Kemin, Pamela Marquesin, apesar dos conceitos e ferramentas de qualidade serem discutidos na indústria desde as primeiras guerras mundiais, o controle de qualidade na alimentação animal teve maior relevância em relação à sua implementação apenas na década de 90 e os padrões foram se aprimorando a partir de organizações de regulamentação, como FDA, GMP, FAO, dentre outras. Portanto, há um grande desafio para implementação dos conceitos e práticas em âmbito mundial, já que os recursos e culturas dos países são bastante distintos. Há grande heterogeneidade nos controles para a cadeia como um todo. “Com as mudanças constante nos meios de comunicação e devido à rapidez no acesso à informação, acredito que teremos uma curva crescente e acelerada para garantir segurança aos produtos voltados para a nutrição animal, pensando que estes têm grande impacto na biossegurança dos alimentos. Países mais desenvolvidos e como o Brasil, que grande parte da economia é baseada no agronegócio, obtêm sistemas mais robustos no controle de qualidade e os órgãos regulamentadores se mantêm atualizados para garantir padronização e melhoria contínua dos processos”.

Pamela acredita que a indústria de produtos acabados no Brasil é ainda mais exigida em relação aos padrões de qualidade, mantendo práticas como as Boas Práticas de Fabricação BPF (Instrução Normativa 4/2007) do MAPA e tendendo para implementação de HACCP – Hazard Analysis and Critical Control Point (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Control) nas grandes indústrias. Enquanto, que para as empresas de ingredientes há um importante caminho a percorrer para alcançar níveis mais elevados de qualidade e atendimento às exigências básicas de controle de qualidade, sendo preciso que as fábricas trabalhem na mitigação dos riscos. “Os desafios não são pequenos, mas penso que são contornáveis e considerando as oportunidades, deixam de ser impeditivos para a cadeia”, avalia.

De acordo com a Engenheira Agrônoma e Gerente Técnica da Divisão Agro da BTA Aditivos, Caroline Schmidt Facchi, o controle de qualidade no Brasil tem se mostrado bem atuante, e trazendo algumas evoluções. “Até um tempo atrás, falar em tratamento de matéria-prima no recebimento, era algo quase impossível de acontecer. Hoje, as empresas têm optado por realizar esse tratamento, de maneira preventiva, auxiliando na conservação e inocuidade dos alimentos”. Além disso, observa Caroline, o emprego de práticas mais efetivas no controle de entrada dos produtos, com rastreabilidade e monitoramentos mais eficazes, também asseguram a qualidade das matérias-primas estocadas. “A evolução nesse setor é cada vez mais importante, uma vez, que após a entrada de uma matéria-prima de baixa qualidade, o único caminho para saída dela é na ração ou alimento para os animais, e isso, impacta diretamente nos resultados de campo e, também, no desenvolvimento animal, por isso, a atuação do controle de qualidade de maneira crítica e ativa nessa etapa, faz toda a diferença para o processo”, afirma.

COMO FICAM AS SOLUÇÕES NATURAIS PARA O CONTROLE DE OXIDAÇÃO E FUNGOS?

A Gerente de Serviços Técnicos na Kemin, Pamela, conta que no portfólio da empresa existem soluções naturais principalmente no controle oxidativo, como os tocoferóis, extrato de alecrim, chá verde, dentre outros, contudo, os altos custos de fabricação inviabilizam seu uso nos alimentos para animais de produção, ficando restritos à alimentação dos animais de companhia.

Quanto aos antifúngicos, a Kemin também disponibiliza moléculas naturais com grande poder fungicida, porém os custos são elevados, mesmo para a indústria de animais de companhia. “O que a nossa empresa tem feito nesse sentido é a realização de trabalhos com a utilização de ácidos orgânicos de cadeia curta, porém de origem natural, ou seja, resultantes de processos de fermentação ao invés de síntese com origem petroquímica. Não são soluções disponíveis para o segmento de animais de produção, mas que em médio a longo prazo, devido às exigências dos mercados, possa ser possível encontrar alternativas”.

Tendo em seu DNA, o princípio ACE, que significa dizer que toda solução desenvolvida pela empresa precisa ter impacto positivo para o ANIMAL (A – animal), o consumidor (C – consumer) e o meio ambiente (E – environment) e que hoje é o Planet Of Plenty (Planeta de Abundância), a Alltech trabalha para deixar um legado positivo para as gerações futuras em que pessoas, animais e plantas possam prosperar. Esse princípio também norteia as soluções oferecidas para o controle da oxidação lipídica e o controle da proliferação de fungos nas matérias-primas e alimento acabado. Na linha de antioxidantes, destaca-se o VITALIX®, que é composto por ingredientes naturais desenvolvidos com base em pesquisas que demonstraram sua eficiência na segurança alimentar e no bem-estar animal. Já o MOLD-ZAP® maximiza a inibição do desenvolvimento fúngico por meio dos ácidos orgânicos presentes em sua composição para auxiliar na conservação das características originais das matérias-primas e alimentos para nutrição animal. “Ambas as tecnologias, além de oferecerem eficácia comprovada cientificamente, são comprometidas a potencializar a rentabilidade e sustentabilidade na produção animal”, esclarece o Gerente de Vendas, Anderson.

Já a Eurotec Nutrition possui a linha Green, solução natural de antioxidantes e antimicrobianos, produzida exclusivamente com princípios ativos 100% naturais, como óleos essenciais e extratos vegetais. Esta linha de produto atende, principalmente, o segmento pet food, em que o valor agregado dos alimentos finais é alto e suporta uma tecnologia diferenciada. “No caso do mercado de nutrição para animais de produção, os antioxidantes e antimicrobianos naturais teriam apelo nas produções orgânicas, em virtude das restrições que as certificadoras impõem a estes produtores quanto à utilização de aditivos sintéticos e o valor agregado dos seus produtos no mercado”, explica o Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Eurotec Nutrition, Alexandre.

A BTA Aditivos tem uma atuação forte no mercado com o aditivo BT-OX Prime, uma solução natural para o controle de oxidação de matérias-primas e produtos acabados. Mas, a Gerente Técnica da Divisão Agro, Caroline, esclarece que seu uso é mais evidente no mercado pet, o qual tem tido maior interesse por moléculas naturais. “Para o mercado de animais de produção, devido ao alto giro e curto espaço de tempo entre produção e consumo (sistema de integração), a maioria das empresas, ainda tem optado por trabalhar com moléculas sintéticas, as quais, apresentam excelente custo-benefício”.

AS SOLUÇÕES

A Alltech possui uma plataforma toda dedicada à segurança alimentar, na qual trabalha desde o controle de pontos críticos dentro das fábricas de ração, passando pelo conhecimento do risco alimentar gerado com cada matéria-prima utilizada na produção de alimentos para animais, indo até a conservação do produto acabado entregue ao consumidor final. “Todo esse processo visa garantir qualidade nutricional e segurança alimentar”, afirma o Gerente, Anderson.

A Eurotec Nutrition possui três certificações, dentro do sistema de avaliação da qualidade dos produtos, que são: GMP+, umas das poucas empresas de aditivos para alimentação animal com esta certificação no Brasil; ISO 22000 e Certificação Halal. “Estas certificações abrem as portas para negócios na União Europeia e países mulçumanos. Além disso, as certificações criaram uma cultura de qualidade total nos produtos acabados para animais de produção fabricados pela Eurotec Nutrition”, comenta Alexandre.

Disponibilizando ao mercado, aditivos tecnológicos de amplo espectro, a BTA Aditivos em sua linha oferece antissalmonelas, antioxidantes, rehidrantantes, antiumectante e antifúngicos, todos nas versões pó e líquido. Nossos aditivos têm elevada concentração, o que proporciona um valor atrativo de custo na tonelada tratada. Além disso, atuamos oferecendo aos clientes, uma gama de serviços associados, elevando a nossa participação e contribuição com os processos e melhoria da qualidade do produto acabado”, destaca Caroline.

A Kemin tem soluções de produtos antifúngicos e antimicrobianos para a manutenção de shelf life e melhoria da condição microbiológica dos produtos e ambientes fabris, além de promover benefícios produtivos e qualitativos das rações. Também conta com uma experiente equipe técnica que usa o conhecimento para desenvolver soluções antioxidantes para prevenção de perdas nutricionais e deterioração dos produtos acabados e matérias-primas, mantendo a biossegurança da cadeia. “De forma ampla e sólida, a Kemin promove programas para atuar nas dificuldades fabris dos clientes e com propostas de melhoria contínua, oferecendo treinamentos e consultorias técnicas em diversas áreas que impactam na qualidade da fábrica e dos produtos, além de realizar análises laboratoriais exclusivas e soluções de engenharia para aplicação de produtos conservantes”, explica a Gerente, Pamela.

OS PARÂMETROS A SEREM AVALIADOS

Sobre os parâmetros que devem ser avaliados para um plano de controle de qualidade na nutrição animal, de acordo com a Alltech, do ponto de vista sanitário, tudo que possa causar aumento da contagem microbiológica patogênica (bactérias, fungos, bolores etc.) deve ser cuidadosamente controlado. São importantes pontos como: qualificação de fornecedores de matérias-primas, análises constantes, identificação e combate a pontos contaminantes dentro das fábricas de ração, treinamento de funcionários, entre outros. “Nutricionalmente, além dos pontos já citados, também é importante analisar o produto acabado e garantir que ele mantenha seu valor nutricional durante todo prazo de validade”, alerta o Gerente, Anderson.

A Gerente da Kemin, Pamela, acrescenta que os parâmetros são diversos e devem estar condicionados as criticidades do processo fabril, bem como, às exigências do cliente final, sejam elas exigências físicas ou nutricionais, além das regulamentações obrigatórias para tal atividade. “Portanto, o primeiro passo para elaborar um plano de controle de qualidade consistente é conhecer as exigências normativas, como a implementação adequada e medição de parâmetros de atendimento às Boas Práticas de Fabricação (Instrução Normativa 4/2007) do MAPA, sendo elas aplicadas desde o recebimento adequado de matérias-primas até a entrega dos produtos acabados. Hoje em dia, podemos contar com vários sistemas aptos a serem adotados pelas fábricas que funcionam de forma efetiva, como a aplicação de parâmetros do APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) da fábrica, para garantir um produto de alta qualidade e livre de contaminantes”, exemplifica.

Pamela ainda cita alguns exemplos de parâmetros a considerar para garantir a qualidade física, nutricional e evitar contaminações prejudiciais ao processo, quanto à conservação dos produtos, dentre eles, estão: análises de umidade, atividade de água, fungos totais, contagem de enterobactérias, salmonela, temperatura da ração de expedição, além de análises oxidativas como peróxido, acidez e compostos secundários da oxidação.

O Coordenador da Eurotec Nutrition, Alexandre, finaliza e complementa, ressaltando que são vários os fatores envolvidos. “Primeiramente, deve-se considerar a escolha de fornecedores que garantam matérias-primas de qualidade, refletindo em produtos de excelência. Depois, temos a questão de rastreabilidade para garantir ao consumidor que o produto que ele está consumido foi monitorado e sua qualidade assegurada em cada etapa do processo de fabricação, transporte e entrega do aditivo”.

O plano de controle de qualidade, segundo a Gerente da BTA Aditivos, vai estar bastante conexo com as matérias-primas utilizadas nas formulações já que cada insumo tem suas necessidades de avaliações. Como por exemplo, para o óleo de soja, recomenda-se avaliar índice de peróxido (IP) e índice de acidez (IA) no recebimento. Uma vez que a alteração no IP é responsável por causar alteração fisiológicas nos animais, impedindo que eles demonstrem todo seu potencial genético no campo. “As avaliações microbiológicas são essenciais para a garantia do produto acabado, devendo ser iniciada por meio do monitoramento das matérias-primas no recebimento, do processo e, também, da ração acabada, checando se não há nenhum ponto de nova contaminação nas etapas de processo e, também, como garantia dos procedimentos de recebimento. De maneira geral, o plano de controle de qualidade deve obedecer às particularidades de cada fábrica, trazendo avaliações pertinentes e o tipo de processamento realizado. A BTA possui uma equipe altamente capacitada para orientar e auxiliar na implantação desse plano de avaliação e monitoramento”.

GARANTINDO AS EXPORTAÇÕES COM SHELF LIFE DE 18 MESES

Quanto ao shelf life de 18 meses, exigido por vários países, permitindo que o Brasil realize a exportação de seus produtos, a Eurotec afirma que na empresa, os ensaios de validação dos produtos e testes de estabilidade garantem a qualidade dos aditivos. “O controle de qualidade, a total rastreabilidade dos aditivos produzidos por nós, além das certificações que possuímos permitem oferecer produtos de qualidade, que mostram ao mercado internacional a excelência do Brasil”, ressalta o Coordenador, Alexandre.

A Kemin afirma que as suas soluções antioxidantes para as matérias-primas e produtos acabados são desenvolvidos após muitas pesquisas e contemplam sinergia de moléculas antioxidantes, quelantes de metais que impedem a catalisação do processo oxidativo a partir dos íons metálicos e antioxidantes em pó com tamanho de partícula reduzida para maior área de contato. “Temos produtos antifúngicos da linha Myco CURB® e antimicrobianos da Sal CURB® para tratamento de grãos e rações exportadas, que além de garantir shelf life e biossegurança dos produtos, asseguram neutralização parcial, total ou até retorno financeiro a partir de ganhos técnicos e produtivos com uso de produtos conservantes”, pontua a Gerente, Pamela.

Uma das ‘ferramentas’ mais utilizadas para obter o shelf life, comenta a Gerente da BTA Aditivos, Caroline, é o antioxidante, o qual auxilia a manutenção das características sensoriais dos alimentos, evitando a oxidação. “Também recomendamos a utilização de antifúngicos, para evitar o crescimento de bolores e leveduras. A nossa linha BT OX, é composta por antioxidantes de alta funcionalidade, sendo encontrados nas versões pó e líquida, com e sem etoxiquim e, também, um produto totalmente natural. Os resultados dessa linha são bem promissores e proporcionam um shelf life adequado para os produtos acabados”.

A Gerente acrescenta que a linha Fungtech traz o que há de mais eficaz no controle de fungos e leveduras, sendo composta por blends de ativos e complementa: “a sinergia entre eles é o que garante o modo de ação eficaz e seguro”.
Já a linha Smart Pack concentra em um mesmo produto, capacidade antifúngica e antioxidante, sendo indicado para as fábricas que buscam praticidade e eficiência.

A Alltech informa que possui uma gama de soluções tecnológicas que envolvem blends de antioxidantes, moléculas patenteadas de antifúngicos, conservantes naturais, minerais orgânicos proteinatos, ácidos orgânicos, entre outros, visando o shelf life prolongado dos produtos e cita a família BIOPLEX®, que conta com todos os microminerais traço orgânicos na forma de proteinatos (zinco, cobre, ferro, manganês, cromo) e o SEL-PLEX™ na forma de selênio levedura. Esses microminerais por estarem na forma mais próxima da encontrada na natureza, são mais biodisponíveis; assim, ao serem ingeridos pelos animais, são mais bem aproveitados nutricionalmente. “O resultado são produtos como carnes de bovinos, frangos, suínos, além de leite e ovos, com manutenção das suas características organolépticas durante muito mais tempo (maior shelf life), tudo cientificamente comprovado”, finaliza Anderson.

PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DA REVISTA INGREDIENTES & NUTRIENTES – NUTRIÇÃO ANIMAL.
PROIBIDO A REPRODUÇÃO TOTAL E/OU PARCIAL SEM AUTORIZAÇÃO DA EDITORA STILO – GMG.

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