Fórum SINCOBESP de Qualidade de Farinhas de Carne e Ossos

O SINCOBESP está organizando o I Fórum de Qualidade de Farinhas de Carne e Ossos, que será realizado no dia 16/09/2010 na FIESP. O programa, com os temas e seus palestrantes, ainda está sendo montado, mas a questão da qualidade deve ser totalmente esmiuçada, segundo a diretora jurídica do SINCOBESP, Valdirene Paes.
O consultor Claudio Bellaver, da QualyFoco Consultoria, ex-pesquisador da Embrapa e especialista na gestão de qualidade em graxarias, diz que as farinhas originadas dos resíduos do abate são importantes na nutrição animal, por reduzirem os custos de produção e melhorarem aspectos ambientais, “mas há necessidade de se implantar, com urgência, sistemas de qualidade na produção dessas farinhas e de gordura animal”. Daí a importância de se discutir a qualidade no setor de graxarias, afirma.
Bellaver também defende a educação continuada em processos de qualidade. “É importante promover as parcerias com instituições apoiadoras da qualidade em programas educativos de treinamento de pessoal das indústrias, visando com isso conhecer as normas e processos que regem a produção de qualidade e orientar melhor a sua aplicação nas indústrias”. Ações de divulgação geral na mídia são importantes, segundo ele, ressaltando-se a necessidade de comunicar a importância do setor para a cadeia de carnes, para o ambiente e como geradora de empregos. 
Carlos Braido, diretor do SINCOBESP, também diz que é de extrema importância debater a qualidade no setor. “A qualidade da farinha de carnes e ossos é o diferencial na formulação de ração para animais, facilita nossas vendas. É meio caminho andado para o comprador da fábrica de ração formular o produto”.
De acordo com o diretor, o setor de graxarias tem que apostar na qualidade para conquistar novos mercados, tanto no Brasil como no exterior. “Precisamos exportar mais farinha, existe um mercado imenso a ser conquistado. Não temos problema com ‘vaca louca’, como em países europeus, mas eles exportam e nós não. Isso precisa mudar”, diz Braido, que defende as exportações mesmo com câmbio ainda desfavorável.
Recentemente, durante o IX Workshop SINCOBESP/Embrapa, o consultor técnico do sindicato, Alexandre Ferreira, alertou: as empresas de graxarias devem se preparar para as oportunidades que se abrem no mercado internacional. O Brasil exporta apenas 60 mil toneladas/ano de farinha – só 1% do que produz.
Na ocasião, ele disse que o País tem uma grande produção de subprodutos de origem animal, as farinhas são de qualidade, competitivas, e há risco baixo de contaminação. “Só é preciso cumprir as legislações sanitárias internacionais”, afirmou, listando as oportunidades de negócios em países do Oriente Médio, Extremo Oriente e Chile.

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