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Boas colheitas na China e em países do Leste Europeu levaram o Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) a revisar para cima sua estimativa para a produção global de grãos nesta safra 2011/12.
De acordo com a nova projeção da entidade, sediada em Londres, o volume total de trigo e grãos forrageiros, entre os quais o milho, deverá alcançar 1,83 bilhão de toneladas na temporada em curso, 14 milhões de toneladas a mais do que o previsto em novembro.

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A alta do dólar frente o real não foi suficiente para proteger os produtores brasileiros da queda nos preços internacionais de algumas das principais commodities agrícolas em 2011, mas ajudou a minimizar a pressão baixista vinda das bolsas internacionais.
Levantamento realizado pelo Valor Data mostra que os preços da soja, do açúcar, do algodão e do trigo, que sofreram recuos expressivos no mercado externo no ano passado, ficaram mais baratos também quando convertidos na moeda brasileira.

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O preço dos alimentos em nível mundial caiu em dezembro segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O Indice de Preços de Alimentos da FAO, divulgado hoje (12) em Roma, apresentou queda, considerada acentuada pela organização, de 2,4% no último mês do ano. Este patamar está 11,3% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2011.

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A meta para exportações brasileiras do agronegócio em 2012 foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, ontem, 10 de janeiro. De acordo com o Ministro a expectativa é alcançar US$ 100 bilhões, valor 5,7% acima do total registrado em 2011. "A média de crescimento no valor acumulado com vendas externas nos últimos dez anos ficou em torno de 10%, então, é bastante aceitável alcançar a meta prevista", destacou Mendes Ribeiro Filho.

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A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) projeta para 2012 que se o Brasil passar por boas condições climáticas ao longo do novo ano, o país vai colher a maior safra de sua história, sobretudo a de grãos com crescimento de 5% na produção de soja e milho. O valor bruto da produção agrícola já bateu recorde em 2011, atingindo R$ 205,8 bi, número 11,7% maior que o de 2010. Ainda assim a crise internacional deverá dar sinais mais fortes no segundo trimestre de 2012, sobretudo no crédito de exportação que já se mostra mais restrito. “Mas apesar das incertezas globais, o agronegócio brasileiro segue como um dos focos de investimentos de curto e longo prazos e é uma das opções para o capital europeu e americano que busca alternativas de investimento em segmentos e países mais sustentáveis”, afirma diretor técnico SNA, Fernando Pimentel.

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As ações das quatro maiores empresas globais de processamento de proteína animal começaram o ano como destaques negativos entre os papéis negociados na Bovespa. No acumulado das duas primeiras semanas do ano, as ações da JBS (JBSS3), Minerva (BEEF3), Brasil Foods (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) se desvalorizaram 10,86%, 4,72%, 3,90% e 1,87%, respectivamente. No mesmo período, o índice Ibovespa - que reúne ações de 70 empresas - chegou aos 59.146 pontos, com alta de 4,21%.

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A JBS pôs à venda cerca de 45 imóveis - terrenos e antigas unidades de laticínios que pertenceram ao Bertin -, conforme o Valor apurou. As negociações de cerca de 15 imóveis estariam em fase avançada, e o total de ativos estaria avaliado entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões. Procurado pela reportagem, o JBS não confirmou essas informações e disse, por meio de sua assessoria de imprensa, não ter nenhum plano definido de venda de ativos.

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A instabilidade macroeconômica global combinada ao baixo estoque das commodities e a persistente demanda dos países emergentes exige atenção redobrada, já que qualquer restrição na oferta pode reverberar acentuadamente e gerar forte volatilidade nos preços agrícolas.
Não muito distante, mais precisamente, durante o segundo semestre do ano passado, a baixa taxa de juros nos Estados Unidos e a generosa liquidez disponível motivaram os fundos de investimento a fechar quase três vezes mais contratos na Bolsa de Chicago do que logo após a crise de 2008.

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Os investidores podem preparar o coração para os solavancos que prometem continuar chacoalhando os mercados neste ano. Na opinião de especialistas, será um período apenas um pouco melhor do que 2011. "O ano vai ser difícil, a menos que os deuses do Olimpo grego intervenham", brinca o diretor de investimentos da Fundação Cesp, Jorge Simino.
A boa notícia é que, embora o mapa dos fatos que poderiam causar verdadeiros tsunamis na economia global esteja coalhado de eventos significativos - como o de uma recessão na economia americana, uma forte desaceleração da economia chinesa ou a saída de um país da zona do euro -, a percepção geral é que a probabilidade de que algo dessa magnitude aconteça é pequena. "Acredito que vai ser um ano de insegurança financeira menor", diz o ex-presidente do BNDES e hoje estrategista da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros.

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Após estagnação no terceiro trimestre e retração em outubro, a atividade econômica deve esboçar recuperação modesta nos meses finais do ano, avaliam economistas consultados pelo Valor, que não será, no entanto, suficiente para um crescimento de 3% em 2011. A maioria dos analistas ouvidos não revisou suas projeções para o PIB deste ano após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de outubro, que mostrou queda de 0,32% em relação a setembro, feitos os ajustes sazonais, mas acredita que o dado ruim pode estar provocando uma nova rodada de reduções em estimativas um pouco mais otimistas.

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